Não, não ia voltar atrás...

Sabia que seriam anos longe da família e dos amigos mas não podia ir combater contra pessoas que nem conhecia e que estavam apenas a querer ser donos da sua terra, do seu chão africano

Manhã do 1 de Maio,

Chegou o meu contacto com um passaporte falso, que me levou até Copenhaga, onde apanhei o barco até Malmo. Aí deitei o passaporte ao mar porque era de um emigrante na Suécia.

Contra a Nato, contra a guerra colonial

Uns, vindos do interior do país, sulcando mares que nunca viram, outros, passando pelos caminhos já trilhados e revisitados do contrabando. Todos partem para o desconhecido.

Paris, Outono de 1971.

Já passou mais de um mês desde a minha saída de Portugal e a minha situação mantém-se precária: a validade da autorização de permanência no território francês, aproxima-se do fim.

É dúbia, esquiva, quase sempre marginal, a condição do desertor.

Que lugar é este?

Este sítio é a cara da Associação de Exilados Políticos Portugueses, AEP61-74. Aqui encontra uma Biblioteca Multimédia que dá a ver, em várias galerias de imagens e documentos, iconografia dos anos de exílio.

Iremos abrir, brevemente, uma página de testemunhos, histórias de vida, reflexões sobre o mesmo período. Está igualmente aberta a nossa página de hiperligações onde pode encontrar caminhos e portas para conteúdos e sítios afins. A Equipa está totalmente disponível para conversar. A memória ajuda a perceber o futuro. Contacte-nos.

O Livro Exílios, testemunhos de Exilados e Desertores Portugueses na Europa (1961-1974), 160 páginas profusamente ilustradas, motor desta Associação, foi um sucesso editorial e já vai na segunda edição.

Foi lançado em mais de 20 locais em Portugal e no estrangeiro com debates amplamente participados e animados. A AEP61-74 está a preparar a edição de Exílios 2 que esperamos publicar em Outubro. Serão cerca de 28 testemunhos de exilados em diversos países.

Divulgue este sítio aos seus amigos.