CANÇÃO DE PROTESTO E EXÍLIO | O canto nosso de cada dia |5|

SF | 22-09-2020 | José Carlos Schwartz | Mindjeris di panu pretu | seleção e orientação por Mário Alves

MINDJERIS DI PANU PRETU

 Letra: Armando Salvaterra

 Música: José Carlos Schwarz *

Original (Crioulo Guineense)
Mindjeris di panu pretu
Ka bo tchora pena
Si kontra bo pudi
Ora kun son di nos fidi
Bo ba ta rasa
Pe tisinu no kasa
Pabia li ki no tchon
No ta bai nan te
Bolta di mundu
Di rabu di pumba
Ma bo na limpa bo korson
Ku no sangi ku na kai na tchon

Tradução para Português:
Mulheres de pano preto
Mulheres de pano preto
não chorem mais
Se puderem
quando um de nós cair ferido
rezem por nós
para que regressemos à nossa casa
Porque aqui é que é a nossa terra
não importa aonde formos
Por mais voltas que der o mundo
volta-se sempre ao mesmo lugar
Mas vocês hão-de limpar o coração
com o nosso sangue que cai no chão

* Nasceu em Bissau a 6 de Dezembro de 1949. Estudou em Bissau e Dacar. É considerado o pioneiro da musica moderna guineense. Preso político, foi deportado para a Ilha das Galinhas. Após a independência foi director do Departamento de Arte e Cultura do Comissariado da Juventude e Desportos e encarregado de negócios da Guiné-Bissau em Cuba. Músico, compositor e intérprete, participou nas antologias de poesia guineense “Mantenhas para quem luta” e “Momentos primeiros de construção” . Morreu a 27 de Maio de 1977 num acidente de aviação em Cuba.