ACOLHIMENTO | As localidades-símbolo de um acolhimento desumano

Promenade dans les jardins partagés de la VDO à Champigny à l('emplacement du bidonville des Portugais dans les années 60.

SEM FRONTEIRAS | Vamos encerrar a abordagem ao tema do ACOLHIMENTO de imigrantes, desertores, refratários e exilados nos países europeus nos anos 60-70 do século passado que a Conferência de Aarhus do projeto #ECOS lançou no passado dia 26 de outubro na Dokk1.

Em complemento ao evento realizado na Dinamarca procurou-se colher pistas sobre o acolhimento noutros países europeus e simultaneamente identificar e caraterizar situações idênticas referentes aos refugiados e aos imigrantes nos tempos atuais. Nessa base regressámos a Grenoble, ao período da construção das infraestruturas dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1968 pela mão de Manuel Branco e realizámos uma incursão no acolhimento atual de imigrantes brasileiras, no nosso próprio país, através do olhar crítico de Camila Craveiro Queiroz.

Localidades-símbolo

Nesta abordagem de rápida execução foi semeada a ideia de virmos a realizar no SEM FRONTEIRAS um dossiê sobre as localidades-símbolo dos diversos países da Europa deste acolhimento dramaticamente desumano associado aos interesses de um capitalismo florescente (os gloriosos 30 anos) que criou bem-estar e desenvolveu as classes médias de vários países europeus, na maior parte dos casos, à custa da exploração de mão-de-obra barata de países periféricos como Portugal. Este modelo, que entraria em colapso com a crise petrolífera acentuada em 1973, repete-se hoje com uma periferia alargada a países como a Síria, o Nepal, a Tailândia, a Moldávia, entre outros.

Para antecipar a iniciativa futura, fomos a Champigny numa curta viagem fotográfica que concretizámos através de registos ocasionais do fotógrafo e professor de fotografia Rémi Gruber que reside nessa localidade-símbolo dos arredores de Paris.

NO PRINCÍPIO, ERA O SALTO

QUE É FEITO DE TI BIDONVILLE?

UM MONUMENTO, PARA MAIS TARDE RECORDAR

E as histórias das localidades-símbolo será contada em janeiro de 2021 pela mão de quem vive nesses territórios.

Colaboração voluntária de Remi Gruber, fotógrafo e ex-professor na Spéos International photography school – Paris & London

Be the first to comment

Leave a Reply

Your email address will not be published.


*