INTERNACIONAL | Libertem Nassima!

SEM FRONTEIRAS | 30 de novembro | Internacional | Amnistia Internacional

A denúncia da situação atual de Nassima al-Sada percorre o mundo. Está na prisão, na Arábia Saudita. Uma mulher que disse não à imposição de um guardião do sexo masculino que vigiaria e tutelaria a sua vida e a quem ela teria que pedir autorização para tratar os seus assuntos diários. Nassima defende pacificamente os direitos das mulheres do seu país e está presa.

fonte Amnistia Internacional

Nassima está na prisão pelo seu trabalho pacífico de defesa dos direitos das mulheres na Arábia Saudita. Passam meses sem que possa ver os seus filhos ou o seu advogado. Queremos a sua liberdade imediata.

Nassima al-Sada tinha pequenos prazeres na vida, um deles era passar horas no jardim de sua casa e estar com os seus animais. Ainda hoje, na cela onde está presa faz questão de manter esses prazeres, quando possível. A sua única ligação com o exterior é uma planta impecavelmente cuidada, que lhe faz companhia.

Durante muito tempo, Nassima fez campanha pela liberdade das mulheres na Arábia Saudita. Mas, ao fazê-lo, perdeu a sua. É uma das várias proeminentes ativistas que defenderam o direito das mulheres a conduzirem e a tratarem dos assuntos diários sem precisarem de autorização do seu “guardião” do sexo masculino.

Porque é que um rapaz menor de idade deveria ser o guardião de uma mulher adulta? Porque é que não existe uma idade em que a mulher se torna adulta, responsável pelas suas decisões e pela sua vida? Porque é que deveria existir um homem responsável pela sua vida? Nassima al-Sada

O sistema de guardiões na Arábia Saudita exigia que as mulheres pedissem permissão a um homem para sair ou para outras atividades básicas rotineiras. Apesar destas leis se terem tornado mais flexíveis nos últimos meses, as mulheres que agiram para pôr um fim a este sistema permanecem atrás das grades.

Nassima foi presa, pelo seu trabalho pacífico em direitos humanos, em julho de 2018. Na prisão, foi vítima de maus-tratos e, durante um ano, ficou numa pequena cela, em regime de solitária, completamente isolada de outras pessoas. É lhe permitido apenas um telefonema por semana à família, mas não pode receber visitas, nem do seu próprio advogado.

Ainda assim, Nassima e a família não desistem de exigir liberdade. E nós também não.

PETIÇÃO

Assine a petição e apele ao rei da Arábia Saudita para que retire todas as acusações contra Nassima e a liberte imediata e incondicionalmente, bem como as outras mulheres defensoras de direitos humanos.

Todas as assinaturas serão enviadas pela Amnistia Internacional.

TEXTO DA CARTA A ENVIAR

Majestade,

Rei Salman bin Abdul Aziz Al Saud,

A Arábia Saudita deveria ter um grande orgulho na mulher que é Nassima al-Sada. A sua missão de vida tem sido dedicada à melhoria das liberdades das mulheres e à sua visão delas enquanto membros ativos de uma sociedade aberta e vibrante.

Mas em vez de acolher a Sra. al-Sada, as autoridades prenderam-na em julho de 2018 e colocaram-na em regime de solitária, durante um ano. Hoje, ainda está atrás das grades. Apelo, respeitosamente, a que liberte a Sra. al-Sada e as outras mulheres defensoras de direitos humanos, imediatamente e sem quaisquer condicionantes.

Atentamente,

Amnistia Internacional

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