OPINIÃO | A resposta de Merkel à ascensão nazi

SEM FRONTEIRAS | 10 de dezembro 2020 | Opinião | Helder Costa

Uma gargalhada e uma frase

por Helder Costa, dramaturgo

Olha, hoje já nem precisamos de ir ao ginásio!, disse um dos torturadores e homicidas do ucraniano nos serviços do SEF.

É normal recordar outros exageros e abusos, como os que se passam na instrução militar e com outros factos internacionais: o polícia assassino do Floyd e a acção repressiva dos supremacistas instigados pelo facínora Trump.

Mas, na nossa Europa, houve uma resposta na Alemanha. Com a ascensão nazi em eleições, Merkel percebeu que o problema era grave. E, por isso, investigou as suas forças militares e policiais.

Descobriram centenas de soldados e polícias que pertenciam a esses grupos e expulsaram -nos.

Aqui é que está a questão fundamental:

  • quais são os critérios de recrutamento para essas forças da ordem?
  • não se investigam hábitos, comportamentos, filiações partidárias?
  • continua a velha história de se deixar destruir a democracia com total impunidade?

Helder Costa, 10 de dezembro 2020

2 Comments

  1. O assunto que a Luísa Semedo aqui trás já andou no Facebook. Não sou muito assídua mas há um grupo de que gosto, mesmo porque conheço pessoalmente muitas das pessoas que o integram, e o repúdio destas pessoas sobre as tonterías (castelhano) e análises enviesadas da História do jornalista em questão mereceram o repúdio geral.
    O que tenho a acrescentar é aquilo que, em entrevista, ouvi a este autor de «romance histórico» feito à pressa. Foi na TV. Perguntou-lhe o entrevistador como consegue ter posto no mercado, em poucos anos, tantas obras. Começou por dizer que escreve porque nada do que encontra publicado lhe agrada (For god sake, que menino exigente! Eu é que não posso perder muito tempo com ele, mas é menosprezar dezenas de tendências, estilos, nacionalidades, prémios Nobel da Literatura de n países diferentes)e, no fundo, ficou-me a ideia de uma ligeireza lamentável nisto baseada: José Rodrigues dos Santos crê, e disse-o, que o facto de ser jornalista e o seu utensílio de trabalho ser papel e caneta, e ser expedito nessa tarefa («Escrevo muito depressa», sic), o habilita às mil maravilhas para ousar, com absoluta certeza de sucesso ser, também, escritor. Presunção e água benta, cada qual toma a que quer. Na minha idade e na minha condição de pessoa que se formou em História, o que encontro principalmente no autor, porque livros, não li nenhum, e não tenciono ler, são um ego enorme e muito pouca maturidade.

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