CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO | A solidariedade imigrante

SEM FRONTEIRAS | 13 de dezembro 2020 | Centro de documentação | Hugo dos Santos Editado SF-CR

Relembrar aspetos relevantes das relações entre movimentos e pessoas no passado, em momentos de luta e de protesto, torna-se um exercício crucial para que alguns valores não sejam esquecidos e muito menos relegados para segundo plano quando as questões da unidade contra a ascensão da extrema-direita se coloca de forma tão premente.

Solidariedade, apoio e cooperação. Não é cada um para o seu lado. Hugo dos Santos reaviva-nos a memória e afirma que os imigrantes portugueses estiveram presentes em muitos momentos de luta e de resistência respondendo, PRESENTE!

Existe um mito, também alimentado por uma parte da imigração portuguesa, que vaticina que os imigrantes portugueses não terão interferido em assuntos que não lhes diziam respeito, que não terão participado nas lutas sociais em França. Enfim, alegando que seriam politicamente invisíveis. Nada de mais errado.
Apresentamos algumas fotos que põem em causa essas ideias preconcebidas cheias de preconceitos
.” adianta Hugo dos Santos na introdução às fotos que selecionou cuidadosamente.

CORRESPONDENTES DO L’HUMANITE, Maio de 1968: Vista parcial de uma manifestação nas ruas de Paris com, em primeiro plano, uma placa com o slogan “Os portugueses com os estudantes contra a repressão”. Paris (75), maio de 1968.

Archives Seine Saint Denis

JOURNAL L’HUMANITE, Comemoração da Comuna de Paris: desfile à “Glória Imortal da Comuna de Paris”, com a presença em particular a da [Federação] dos Bretões Emancipados”, do comitê de Fontenay-sous-Bois da Associação Nacional vítimas do nazismo, da “[Federação dos imigrantes portugueses de França” e espectadores. Paris (75), boulevard de Ménilmontant ou de Charonne, 20º arrondissement, 1947.

Archives Seine Saint Denis

JOURNAL L’HUMANITÉ, Duas fotos de uma manifestações pela Espanha, uma com a faixa “Imigrantes portugueses com o povo espanhol”, s.l., dezembro 1970.

Archives Seine Saint Denis

1º de maio de 1974, manifestação dos esquerdistas entre Belleville e République em Paris. A faixa diz: “Abaixo a guerra colonial assassina, Viva a justa luta dos povos das colónias.”

Foto de José Augusto Da Silva Martins.

1º de maio de 1974, manifestação dos esquerdistas entre Belleville e République em Paris. Na faixa está escrito: “Angola-Guiné-Bissau, Moçambique. Independência total”.

Foto de José Augusto Da Silva Martins.

Dança de um rancho folclórico numa associação portuguesa (Gentilly). A faixa diz “Unidos e organizados, a vitória é nossa. Abaixo a exploração, Abaixo a guerra colonial assassina”. 1973.

Foto de José Augusto Da Silva Martins.

Cartazes numa associação portuguesa (Clube Operário de Montparnasse?) 1973.

Foto de José Augusto Da Silva Martins.

Manifestantes portugueses e angolanos na manifestação de 1 de maio de 1974 em Paris

Foto Ephemerajpp

Reportagem sem data sobre os Ducky Boys, uma grupo antifascista. O líder cujo apelido era Rocky, na verdade chama-se João Cordeiro.

“Jovens portugueses com Ângela Davis”. Manifestação de apoio a Angela Davis, outubro de 1971

Foto melhorada por Fernando Cardeira

Manifestação em Paris contra o racismo em março de 1974 na qual participou o jornal “O Imigrado português”. As pancartas referem crimes racistas. Uma delas menciona Fernando Ramos, assassinado por fascistas à saída da fábrica em Ivry.

Manifestação em maio de 1971. Na faixa lê-se “Trabalhadores portugueses pela vitória dos povos da Indochina”.

Como presente, uma última foto. Foi a manifestação dos coletes amarelos logo a seguir aquela na qual Jérome Rodrigues foi cegado nos confrontos.

Fonte Hugo dos Santos, transcrição autorizada, algumas fotos carecem de identificação de autoria. Tradução SF- CR

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