AGENDA | Exposição

SEM FRONTEIRAS | 16 de dezembro 2020 | Agenda | Carlos Neves | Editado SF-CR

“Acto de Estado”
Exposição permanece no Arquivo Fotográfico até janeiro

Está patente ao público até dia 8 de janeiro de 2021 a exposição da curadora Ariella Aïsha Azoulay Acto de Estado – História Fotográfica da Ocupação dos Territórios Palestinos.

O Arquivo Municipal da capital informa sobre a iniciativa da seguinte forma: Apresentando 700 imagens, a exposição vai além da noção de arquivo, para constituir um sistemático registo das formas de poder e controlo usadas para subjugar a população palestina, que é governada sem lhe ser reconhecida cidadania, nem concedida soberania.

As referências específicas dos registos fotográficos remetem para temas como: a demolição de casas, formas de detenção, checkpoints, as intifadas de 1987-93 e de 2000-5 e a violência exercida sobre os corpos palestinos fazem parte desta exposição, que reúne o trabalho de mais de 80 fotógrafos, incluindo nomes com uma significativa carreira internacional como Miki Kratsman, Micha Kirshner, o colectivo Activestills, mas também fotografias das ONGs Breaking the Silence, B’Tselem ou Médicos pelos Direitos Humanos.

Segundo a Comunidade e Arte “estas fotografias comentadas não se limitam a ilustrar os principais eventos que marcaram a ocupação dos territórios palestinos desde 1967. Propõem uma nova forma de olhar os eventos históricos, que se recusa a ver as pessoas fotografadas apenas como sujeitos ocupados, mas como agentes que resistem à ocupação e que exigem os seus direitos.”

Esta exposição já percorreu várias cidades tais como Ferrara, Joanesburgo, Genebra, Poznan, Barcelona, Amsterdão, Ramala, entre outras, e integra a coleção do Centre Pompidou, em Paris. A exposição enquadra-se no projeto (un)common ground, com curadoria de Marlene Freitas, João Figueira, Marta Mestre, Miguel Figueira e Vítor Silva, e conta com apoio da Direção-Geral das Artes.

A exposição fica patente ao público até 9 de janeiro de 2021, seguindo todas as normas da Direção Geral da Saúde.

Carlos Neves

1 Comment

  1. Boa tarde,
    O Observatório da Canção de Protesto é um organismo resultante de um acordo de constituição entre o Município de Grândola, a Associação José Afonso, a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense e os institutos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), e Instituto de História Contemporânea (IHC), dedica-se ao estudo, salvaguarda e divulgação do património musical tangível e intangível da canção de protesto produzido durante os séculos XX e XXI através da realização de iniciativas culturais diversas. Para mais informacõe consultar o Website abaixo.
    Atendendo ao n/ interesse em apresentar em Grândola a exposição -Acto de Estado- História Fotográfica da Ocupação dos Territórios Palestinos, muito agradeço que nos informe dessa possibilidade, possiveis datas e condições financeiras e de espaço físico necessário.
    Melhores cumprimentos,
    Isabel Revez

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