OPINIÃO |Kennedy e Kruchev

A OPINIÃO INCENTIVA AO DEBATE E ESTIMULA A AÇÃO

SEM FRONTEIRAS | 5 de fevereiro 2021 | Opinião | Helder Costa

por Helder Costa, dramaturgo

Recapitulemos. Em Abril de 1961 houve a invasão da Baia dos Porcos em Cuba por brigadas de exilados cubanos de Miami, treinados pela CIA e pelo Exército Norte-Americano. Não funcionou, Cuba ganhou a batalha. Perante esta ameaça permanente, Fidel pediu apoio à União Soviética que enviou mísseis em Outubro de 1962. Pânico e susto Mundial. Estamos à beira de uma guerra atómica?


Os generais norte – Americanos, mais os de Miami, os antigos proprietários dos hotéis, casinos, prostituição, bancos, terras e industrias, prepararam-se para essa gloriosa façanha. Mas Kennedy e Kruchev, começaram a falar e assinaram um acordo pela PAZ em 20 de Junho de 1963. A URSS retirou os mísseis e os USA comprometeram-se a não invadir Cuba. Alegria Universal e crescimento do ódio no Pentágono, CIA, FBI, etc.

Paz

O quê? esse traidor Kennedy roubou-nos essa guerra exterminadora do comunismo? E por isso, não perderam tempo. A 22 de Novembro de 1963, John Kennedy caiu assassinado. E depois, o seu irmão Bobby, e quem pudesse incomodar a dita democracia norte-americana, Luther King, Malcom X e muitos outros.

Jackie

Uma semana depois do crime, Jackie Kennedy enviou uma carta a Kruchev agradecendo os esforços e paciência que ele e o seu marido tinham usado para conseguir um acordo de PAZ. Que durou até 1972. Depois começou a guerra do Vietnam, chegou o Nixon, depois o Reagan e o belicismo implantou-se resultando neste lixo Trumpista, Proud Boys, Blackkwater, Canon.

Wall Street

Nova esperança com Biden? Talvez. Desde que ele não impeça qualquer guerra oportuna para os cofres de Wall Street.

Helder Costa, 4 de fevereiro 2021

1 Comment

  1. Não apenas. Ao que parece, o acordo seria a retirada dos misseis soviéticos com ogivas nucleares de Cuba e o mesmo relativo aos misseis americanos (também com ogivas nucleares) da Europa. Colocando as duas nações numa situação paritária que os EUA nunca cumpriram.

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