Dançar com Rego

AGENDA CULTURAL

AGENDA| Exposição de Paula Rego na Tate Britain

Porque temos andado pelos trilhos da dança vale a pena referir a retrospectiva de Paula Rego na Tate Britain, que poderá ser visitada até 24 de outubro em Londres tendo por ponto de partida o seu quadro The Dance de 1988.

Para fazer a ponte com a pintora e o seu sentido peculiar de rebeldia particularmente no campo do feminismo vale a pena explorar o seu universo de inspiração.

Quadro de Paula Rego reproduzido pela Tate Britain

1 Comment

  1. Não, Paula Rego, não. Houve quem visse a infância omnipresente na sua obra. Há muitas crianças na 0«A Cruzada das Crianças», mas a tela é arrepiante.
    O Museu de Paula Rego chama-se «A Casa das Histórias», não é isso? Bizarras histórias, que imaginário estranhíssimo, despido da candura das crianças, da ternura que elas suscitam, mesmo quando são pequenitos sírios de olhos tristes, fotografados em campos de refugiados. As crianças de Paula Rego são quase hirsutas. Nada me suscita empatia com Paula Rego na sua pintura.
    Tomemos a expressão do Belo na arte. Muitos sáo osque apontarão a subjectividade do Belo e afirmarão que o Feio de «O Grito» de Munch é o Belo absoluto. Eu acrescentarei então «porque, no cerne, foi representado um profundo sentimento humano.
    Tomemos, ainda, a arte ideologicamente «engagée». Que muitos proscreveram por isso mesmo, porque a expressão plástica deve, segundo eles, valer apenas por ela mesma e não estar, em caso algum, ao serviço de qualquer ideário. Que apreciação farão da obra gráfica de Álvaro Cunhal? Parece que, hoje, lançarei aos possíveis leitores mais interrogações do que farei muito convictas asserções, mas a verdade é que comecei por elas, hein? E sem medo de parecer politicamente incorrecta…) Perguntarei, então, se não pretende ser pedagógica a série de Rego sobre o aborto e se, tratando-se do assunto em causa, não é abominável a frieza plasmada naquelas telas.
    Nunca me encontrarei com Paula Rego e não tenho pena. Penso que há muita dissimulação naquele tom de voz delicodoce e muito trauma na sua vida, a despeito do ninho fofo de Hampstead. Só assim se explicarão durezas e rudezas que não têm o carácter admissível da dureza das gente sofrida de Trás-os-Montes que Graça Morais não esconde, mas não superlativiza escabrosamente sem finalidade útil.
    Rego? Não, não. You are welcome to it.

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