{"id":4370,"date":"2024-05-02T03:11:48","date_gmt":"2024-05-02T03:11:48","guid":{"rendered":"https:\/\/aep61-74.org\/?p=4370"},"modified":"2026-05-05T11:16:58","modified_gmt":"2026-05-05T11:16:58","slug":"primeiro-de-maio-de-1974-em-belleville-paris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2024\/05\/02\/primeiro-de-maio-de-1974-em-belleville-paris\/","title":{"rendered":"Primeiro de maio de 1974, em Belleville, Paris"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"701\" src=\"https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1010968-1024x701.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4371\" srcset=\"https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1010968-1024x701.jpg 1024w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1010968-300x205.jpg 300w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1010968-768x525.jpg 768w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1010968-1536x1051.jpg 1536w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1010968-2048x1401.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Neste dia, h\u00e1 cinquenta anos, em conjunto com franceses e de outras nacionalidades solid\u00e1rios, portugueses, na sua maioria jovens, imigrantes, exilados pol\u00edticos, refrat\u00e1rios e desertores que recusaram a guerra colonial, mostraram-se \u00e0 vista de todos, em Paris, na sequ\u00eancia do 25 de abril de 1974, em Portugal, numa manifesta\u00e7\u00e3o organizada contra a ditadura portuguesa e apoiando os militares revoltosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, o 25 de abril foi considerado pela camada mais politizada da imigra\u00e7\u00e3o portuguesa em Fran\u00e7a como um golpe de Estado militar, mas ainda pouco definido, que n\u00e3o dava muita confian\u00e7a a todos os exilados e jovens portugueses imigrantes em em Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Temia-se um golpe de direita. A figura de Sp\u00ednola, pelo seu passado ligado ao regime, n\u00e3o inspirava grande seguran\u00e7a, existindo uma certa desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos militares que fizeram o golpe de abril.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, essa desconfian\u00e7a, durante os seis dias seguintes, desvaneceu-se e, progressivamente, foram os jovens e a comunidade portuguesa em Paris ganhando \u00e2nimo. O resultado disso foi uma enorme concentra\u00e7\u00e3o em Paris, na zona de Belleville, em que muitos jovens portugueses apareceram, alguns ainda com a cara tapada, mas em maior parte com a cara destapada e enfrentando os olhares curiosos dos passantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse dia, como muitos outros, fui tamb\u00e9m desfilar. Levei a minha m\u00e1quina fotogr\u00e1fica e tirei fotografias dessa manifesta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o notei muita gente a fotografar, portanto acabou por ser uma manifesta\u00e7\u00e3o pouco documentada.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado dessas fotografias s\u00e3o essas que s\u00e3o apresentadas juntamente com este artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>A Primavera Marcelista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso dizer que, em 1974, havia j\u00e1 uma certa liberaliza\u00e7\u00e3o do regime, da ditadura em Portugal, desde a nomea\u00e7\u00e3o, em 1968, de Marcelo Caetano como primeiro-ministro, com uma influ\u00eancia direta na vida dos portugueses em Fran\u00e7a, que passou a ser mais f\u00e1cil, sobretudo a partir de 1969, pois os consulados de Portugal, nomeadamente o de Paris, come\u00e7aram a emitir passaportes de tr\u00eas meses para todos aqueles que estavam indocumentados, na maior parte, os jovens com problemas militares, ou porque n\u00e3o tinham comparecido \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o, ou porque foram \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o militar para fazer o servi\u00e7o militar, mas depois n\u00e3o foram incorporados, saindo para o estrangeiro, e mesmo, no caso mais grave, o dos desertores.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa emiss\u00e3o de passaportes, muitos portugueses exilados ou com problemas militares e de documentos, come\u00e7aram timidamente a apalpar o terreno, arriscando idas a Portugal legalmente para tentar ver at\u00e9 que ponto teriam liberdade de circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquadro-me nesse caso. Tinha ido para Fran\u00e7a em 1966, com 17 anos, por estar envolvido em Lisboa nos movimentos associativos, na Comiss\u00e3o Pr\u00f3 Associa\u00e7\u00e3o dos Estudantes do Liceu (CPA), e pol\u00edticos, inicialmente com o PCP (Partido Comunista Portugu\u00eas) e mais tarde com a FAP (Frente de A\u00e7\u00e3o Popular), em Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em consequ\u00eancia dessas atividades, fui preso em 1965 e depois de libertado, e j\u00e1 em 1966, denunciado \u00e0 pol\u00edcia pol\u00edtica, depois de pris\u00f5es da estrutura clandestina da FAP, fiquei em risco de ser preso, pelo que decidi, tamb\u00e9m em conson\u00e2ncia com outros camaradas da altura, em deixar o pa\u00eds para a Fran\u00e7a, onde fui reconhecido como exilado pol\u00edtico, com o apoio de companheiros da FAP, e de uma organiza\u00e7\u00e3o francesa de apoio aos refugiados portugueses, a CIMADE. Na sequ\u00eancia, fiquei como refugiado pol\u00edtico, reconhecido pelas autoridades francesas durante uns anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando houve a relativa liberaliza\u00e7\u00e3o do regime por Marcelo Caetano, nomeadamente, da emiss\u00e3o de passaportes, pedi um passaporte e arrisquei em 1970, com Rosa, a minha companheira, em vir a Portugal, arriscando para sentir se podia vir livremente ou n\u00e3o. Funcionou bem e durante dois ou tr\u00eas anos viemos sempre de f\u00e9rias a Portugal, durante uns dias, onde nos casamos em 1972.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s completarmos os estudos que faz\u00edamos na Sorbonne em Paris, eu em Economia, a Rosa em Lingu\u00edstica, n &nbsp;nossa perspetiva, em 1973\/74, est\u00e1vamos j\u00e1 a pensar vir para Portugal, para fazer uma vida normal, inclusivamente, prevendo que poderia vir a ser incorporado nas for\u00e7as armadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Recusa da guerra colonial e o fim da ditadura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De facto, na altura, grande parte dos jovens que foram para a Fran\u00e7a, consciente ou inconscientemente, recusavam fazer o servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio, em for\u00e7as armadas que estavam a combater um inimigo, os povos coloniais, constituindo uma guerra que n\u00e3o tinha muito sentido para os jovens portugueses que viviam no campo ou nas cidades, mas que pouco tinham a ver com a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e militar nas antigas col\u00f3nias portuguesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Juntamente com a fuga \u00e0 mis\u00e9ria que se vivia em muitas regi\u00f5es de Portugal, essa recusa deu origem \u00e0 grande maioria da popula\u00e7\u00e3o jovem portuguesa em Fran\u00e7a, cifrando-se em centenas de milhares os jovens em idade militar que, na altura, viviam nesse pa\u00eds, ainda que muitos deles n\u00e3o tivessem grande consci\u00eancia do significado pol\u00edtico que tinha a sua sa\u00edda para o estrangeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas portuguesas, sobretudo aquelas mais \u00e0 esquerda, nomeadamente o Comunista, o Grito do Povo, o MRPP e outras, advogavam a recusa da guerra colonial quando se fosse mobilizado para as col\u00f3nias, incentivando a deser\u00e7\u00e3o, e nomeadamente a deser\u00e7\u00e3o com armas sobretudo quando se fosse mobilizado para zonas de guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>No meu caso n\u00e3o desertei, nem cheguei sequer a ir \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o para o servi\u00e7o militar pois fui muito jovem para Fran\u00e7a, mas tinha uma situa\u00e7\u00e3o de conflito por n\u00e3o ter ido \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o militar, mas nas desloca\u00e7\u00f5es que fiz a Portugal entre 1970 e 1974 nunca fui incomodado.<\/p>\n\n\n\n<p>No quadro da organiza\u00e7\u00e3o a que estava ligado nos \u00faltimos anos em que estive em Fran\u00e7a, o Grito do Povo, a ideia essencial era voltar a Portugal, ser enquadrado na organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, preparando-me para ser incorporado no servi\u00e7o militar, continuando o trabalho pol\u00edtico na tropa, contra a ditadura e a guerra colonial, eventualmente podendo posteriormente desertar ou n\u00e3o, se poss\u00edvel com armas, consoante a situa\u00e7\u00e3o em termos de mobiliza\u00e7\u00e3o, se era ou n\u00e3o mobilizado para as col\u00f3nias ou se ia ou n\u00e3o para uma zona de guerra, tudo isso podendo vir a ter uma certa influ\u00eancia na decis\u00e3o de, eventualmente, desertar. Eu lembro-me de alguns amigos meus, nomeadamente, por exemplo, o Jaime, que era o meu colega de faculdade na altura em economia em Paris, que, depois de acabados os estudos, tomou a decis\u00e3o de voltar a Portugal e de fazer o servi\u00e7o militar e que, curiosamente, acabou por participar no 25 de Abril e esteve na ocupa\u00e7\u00e3o da RTP.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia assim algumas linhas de atua\u00e7\u00e3o diferentes na altura, umas que advogavam a deser\u00e7\u00e3o, que era o caso da extrema-esquerda, como referi h\u00e1 pouco, outras que advogavam o trabalho pol\u00edtico no seio das for\u00e7as armadas (PCP).<\/p>\n\n\n\n<p>Se bem que houvesse uma certa oposi\u00e7\u00e3o entre estas duas linhas, de facto, tanto uma como outra acabaram por ter uma influ\u00eancia decisiva naquilo que foi o golpe de Estado e o \u00eaxito do Movimento das For\u00e7as Armadas. A linha pol\u00edtica de trabalho pol\u00edtico nas For\u00e7as Armadas teve uma influ\u00eancia determinante na pr\u00f3pria consciencializa\u00e7\u00e3o dos militares de abril e foi tamb\u00e9m &nbsp;o resultado de muito trabalho pol\u00edtico feito por v\u00e1rios partidos dentro das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, como \u00e9 reconhecido por muitos dos capit\u00e3es de abril, o facto de existir deser\u00e7\u00e3o, de muitos jovens recusarem a guerra n\u00e3o se apresentando \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o ou \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o no servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio, tamb\u00e9m acabou por ter uma influ\u00eancia importante, na medida em que a deser\u00e7\u00e3o criava um clima de desmotiva\u00e7\u00e3o entre os soldados e oficiais fazendo crescer o descontentamento e a vontade de n\u00e3o participar numa guerra injusta contra os povos das col\u00f3nias que queriam a independ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m o facto de haver muitos jovens que recusavam o servi\u00e7o militar ao emigrar clandestinamente, desertando ou n\u00e3o se apresentando para serem incorporados, em n\u00famero de centenas de milhares tamb\u00e9m acabou por criar um problema grave de efetivos dispon\u00edveis para preencher as necessidades da organiza\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n\n\n\n<p>As For\u00e7as Armadas tinham grandes problemas n\u00e3o s\u00f3 em ter o n\u00famero adequado de oficiais do quadro permanente, tornando-se necess\u00e1rio recorrer a oficias milicianos para completar este quadro, como, por outro lado, tinha uma falta grave de soldados para preencher os escal\u00f5es mais b\u00e1sicos garantindo a composi\u00e7\u00e3o das for\u00e7as militares necess\u00e1rias para fazer a guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Este fator teve assim uma influ\u00eancia decisiva na pr\u00f3pria desmotiva\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas, na consci\u00eancia por parte dos militares de que a guerra n\u00e3o poderia jamais ter uma vit\u00f3ria militar e na busca de solu\u00e7\u00f5es alternativas que acabaram por passar pela op\u00e7\u00e3o dos militares de abril em derrubar o regime pela for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta manifesta\u00e7\u00e3o em Paris traduz um pouco o esp\u00edrito de liberta\u00e7\u00e3o que os jovens sentiram na altura, muitos deles com pouca consci\u00eancia pol\u00edtica ou com uma consci\u00eancia pol\u00edtica despertada muito recentemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dos exilados por motivos de persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, provavelmente quem desertou e muitos dos que recusaram a sua incorpora\u00e7\u00e3o no servi\u00e7o militar o fez por motivos pol\u00edticos. Mas um n\u00famero muito significativo dos que optaram por n\u00e3o vestir a farda para defender interesses alheios ao povo talvez o tenha feito sem grande consci\u00eancia pol\u00edtica da situa\u00e7\u00e3o da guerra colonial e da ditadura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><strong>O trabalho pol\u00edtico nas associa\u00e7\u00f5es de trabalhadores portugueses<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Deve ser dito que muito do trabalho pol\u00edtico feito pelas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda teve uma influ\u00eancia decisiva na mobiliza\u00e7\u00e3o, na consciencializa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos jovens imigrantes em Fran\u00e7a que simplesmente saiam a salto de Portugal para n\u00e3o serem incorporados numa guerra que n\u00e3o lhes dizia respeito ou para tentar melhorar a sua situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso foi feito muitas vezes atrav\u00e9s da atividade pol\u00edtica em associa\u00e7\u00f5es de trabalhadores portugueses em Fran\u00e7a. Eu estive muito ligado a uma associa\u00e7\u00e3o portuguesa de trabalhadores em Gentilly no sul de Paris, dinamizando e participando na distribui\u00e7\u00e3o de jornais anti ditadura como o Alarme, organiza\u00e7\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o de filmes, espet\u00e1culos musicais, pe\u00e7as participativas do Teatro Oper\u00e1rio, influenciado pela linha de Bertold Brecht, com a orienta\u00e7\u00e3o de H\u00e9lder Costa e em particular em Gentilly de C\u00e2ndido Ferreira, tudo isso contribuindo fortemente para motivar e para consciencializar os jovens que frequentavam, na sua maioria, esse tipo de associa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Aconteceu em Gentilly como referi, mas tamb\u00e9m em Montparnasse, Issy les Moulineaux, e outras regi\u00f5es de Fran\u00e7a, como Grenoble e Aix en Provence, e outros pa\u00edses da Europa, B\u00e9lgica, Holanda, Luxemburgo, Dinamarca, e Su\u00e9cia, paralelamente ali\u00e1s com a cria\u00e7\u00e3o de Comit\u00e9s de Apoio aos Desertores em todos esses pa\u00edses ou regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de trabalho pol\u00edtico resultou na consciencializa\u00e7\u00e3o de muitos jovens que constitu\u00edam uma percentagem elevada dos imigrantes portugueses em Fran\u00e7a e que, basicamente emigraram por n\u00e3o querer fazer o servi\u00e7o militar. Da\u00ed que esta manifesta\u00e7\u00e3o foi um bocado uma explos\u00e3o de toda essa juventude que come\u00e7ou, naqueles seis dias, a confiar no movimento das For\u00e7as Armadas e que se apresentaram muitos deles com a cara destapada nessa manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 curioso que, revendo algumas das fotografias dessa manifesta\u00e7\u00e3o de 1\u00ba de maio 1974 em Belleville em pormenor, o que foi feito no quadro, por exemplo, do filme Le Mains Invisibles, de Hugo dos Santos, descobrimos nessas fotografias alguns dos militantes, nomeadamente, por exemplo, do Grito do Povo, jovens que por vezes n\u00e3o se conheciam entre si, pois a sua atividade era clandestina, mas que, efetivamente, se mobilizaram e apareceram, alguns de cara descoberta, outros n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente tamb\u00e9m alguns dos presentes nessa manifesta\u00e7\u00e3o do 1\u00ba de maio 1974, com o objetivo de preservar mem\u00f3rias dos acontecimentos para as novas gera\u00e7\u00f5es,&nbsp; foram em 2015 os promotores desta nossa associa\u00e7\u00e3o dos exilados pol\u00edticos portugueses de 61 a 74, AEP61-74 Vasco Martins, Fernando Cardoso, Carlos Ribeiro e possivelmente outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos deles regressaram mais tarde a Portugal, outros ficaram em Fran\u00e7a, na altura, unidos pelo esp\u00edrito que se criou com o 25 de Abril.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Jos\u00e9 Augusto Martins (texto e fotos)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"693\" src=\"https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1050062-1024x693.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4372\" srcset=\"https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1050062-1024x693.jpg 1024w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1050062-300x203.jpg 300w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1050062-768x520.jpg 768w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1050062-1536x1040.jpg 1536w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/P1050062-2048x1386.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Neste dia, h\u00e1 cinquenta anos, em conjunto com franceses e de outras nacionalidades solid\u00e1rios, portugueses, na sua maioria jovens, imigrantes, exilados pol\u00edticos, refrat\u00e1rios e desertores que recusaram a guerra colonial, mostraram-se \u00e0 vista de todos, <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2024\/05\/02\/primeiro-de-maio-de-1974-em-belleville-paris\/\" title=\"Primeiro de maio de 1974, em Belleville, Paris\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":4371,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[243],"tags":[],"class_list":{"0":"post-4370","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-informacoes"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4370","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4370"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4370\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4373,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4370\/revisions\/4373"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4371"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4370"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4370"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4370"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}