{"id":4855,"date":"2026-02-17T17:35:04","date_gmt":"2026-02-17T17:35:04","guid":{"rendered":"https:\/\/aep61-74.org\/?p=4855"},"modified":"2026-02-19T22:45:13","modified_gmt":"2026-02-19T22:45:13","slug":"exilios-sem-fronteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2026\/02\/17\/exilios-sem-fronteiras\/","title":{"rendered":"Ex\u00edlios Sem Fronteiras"},"content":{"rendered":"\n<p>Ex\u00edlios 3<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Organizado por temas)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Editado por AEP61\/74 &#8211; Associa\u00e7\u00e3o de Exilados Politicos Portugueses &#8211; fevereiro 2022, Carlos Ribeiro<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Afonso de Vasconcelos<\/td><td>Jos\u00e9 Louza<\/td><td>Orlando Gon\u00e7alves<\/td><\/tr><tr><td>Ant\u00f3nio Couvinha<\/td><td>Jos\u00e9 Pinto de S\u00e1<\/td><td>Romeu Batista<\/td><\/tr><tr><td>Artur Monteiro de Oliveira<\/td><td>Jos\u00e9 Pires Braz\u00e3o<\/td><td>Rui Lopes<\/td><\/tr><tr><td>Benjamim Monteiro<\/td><td>Jos\u00e9 Rosa.<\/td><td>Sara Am\u00e2ncio,<\/td><\/tr><tr><td>Carlos Ventura<\/td><td>Manuel Jos\u00e9 Chico<\/td><td>Vasco Lupi e Costa<\/td><\/tr><tr><td>Eur\u00edpides Costa<\/td><td>Milice Ribeiro dos Santos<\/td><td>&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>Jos\u00e9 Augusto da Silva Martins<\/td><td>Nelson Anjos<\/td><td>&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>As nossas Avenidas de Choisy<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Albert Camus convidou-nos para viagens do ex\u00edlio, simb\u00f3licas, mas tamb\u00e9m realistas, nas quais a insatisfa\u00e7\u00e3o e as dificuldades em encontrar sentido para vida surgem atrav\u00e9s de personagens psicologicamente semelhantes, mas colocados em<br>quadros diferentes e nos quais eles evoluem de forma tamb\u00e9m muito diferenciada. No Ex\u00edlio e o Reino o autor do Homem Revoltado confronta-nos com a impot\u00eancia, o arrependimento, a salva\u00e7\u00e3o e por fim, numa recomenda\u00e7\u00e3o amarga, com a felicidade tumultuosa.<br>Teria sido um exerc\u00edcio particularmente fascinante trocar Janine por Milice ou Jonas por Z\u00e9 Rosa, ou por outros e por outras, e sentir que todos aqueles que testemunharam neste livro Ex\u00edlios.3 poderiam ter cometido adult\u00e9rio, como a mulher do argelino representante de tecidos o ter\u00e1 feito com, literalmente, a paisagem do deserto. Faz\u00ea-lo com Paris, Amsterd\u00e3o, Copenhaga, Bruxelas e com tantas outras cidades do ex\u00edlio, pode atribuir-lhe ainda maior legitimidade pela grandeza urbana e espacial destes desertos de substitui\u00e7\u00e3o e de circunst\u00e2ncia. Mas o que importar\u00e1 no caso n\u00e3o ser\u00e1 tanto o leg\u00edtimo, mas antes o vivido. A embriaguez na contempla\u00e7\u00e3o de uma paisagem deslumbrante, porque vivida para al\u00e9m da fronteira, foi uma experi\u00eancia comum ao lote de dezanove contadores de hist\u00f3rias deste livro que nos relatam, para al\u00e9m dos acontecimentos, o que lhes ficou depositado na alma. Alguns criaram ra\u00edzes que os p\u00e9s n\u00e3o conseguem libertar da terra, outros ganharam asas, mas s\u00f3 voaram para o aconchego da terra prometida, mesmo ali ao lado, \u00e0 dist\u00e2ncia de um comboio que circulou noite fora at\u00e9 ao perfume dos cravos.<br>Quando o ex\u00edlio, per\u00edodo de distanciamento e adiamento tempor\u00e1rio da pr\u00f3pria vida, se transforma na vida que \u00e9 poss\u00edvel e, por vezes at\u00e9, naquela que \u00e9 desejada, verificamos que a incurs\u00e3o neste universo complexo de sentidos, de ideias, de movimentos, de paix\u00f5es, n\u00e3o pode ser linear. O risco da n\u00e3o-linearidade consiste em podermos inclinar-nos para uma conclus\u00e3o dram\u00e1tica, traduzida na afirma\u00e7\u00e3o paradoxal que indica que, afinal, o ex\u00edlio pura e simplesmente n\u00e3o existe.<br>Mas o que pensaram sobre as situa\u00e7\u00f5es vividas pelos exilados, muito deles desertores e refrat\u00e1rios, aqueles que observaram, na proximidade, estas experi\u00eancias peculiares?<br>Bengt Johanneson da Su\u00e9cia, recorda as liga\u00e7\u00f5es com os portugueses e com Portugal, representando simbolicamente, neste pequeno apontamento, o que aconteceu com milhares e milhares de franceses, dinamarqueses, holandeses, belgas, alem\u00e3es e muitos amigos, companheiros e camaradas de outros pa\u00edses que partilharam as lutas e a esperan\u00e7a que uniu os exilados portugueses em todas as partes do mundo contra a<br>ditadura e a guerra colonial.<\/p>\n\n\n\n<p>(Carlos Valentim Ribeiro)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Indice Tem\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Portugal antes de Abril<\/p>\n\n\n\n<p>A viagem, o Salto, passagem de fronteiras<\/p>\n\n\n\n<p>As incertezas dos primeiros tempos<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhar e estudar para construir um futuro incer<\/p>\n\n\n\n<p>As vidas na nova vida<\/p>\n\n\n\n<p>Uma milit\u00e2ncia com sabor a liberdade<\/p>\n\n\n\n<p>Um Maio 68 vivido por dentro<\/p>\n\n\n\n<p>Os territ\u00f3rios do ex\u00edlio<\/p>\n\n\n\n<p>O ex\u00edlio no retrovisor<\/p>\n\n\n\n<p>O 25 de Abril al\u00e9m-fronteiras<\/p>\n\n\n\n<p>A euforia do regresso<\/p>\n\n\n\n<p>O outro lado da lua<\/p>\n\n\n\n<p>O apoio das organiza\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses de acolhimento<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Percursos e mem\u00f3rias de exilados militantes <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2026\/02\/17\/exilios-sem-fronteiras\/\" title=\"Ex\u00edlios Sem Fronteiras\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":4905,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"yes","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[242],"tags":[],"class_list":{"0":"post-4855","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-publicacoes"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4855","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4855"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4855\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4907,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4855\/revisions\/4907"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4905"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4855"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4855"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}