{"id":5082,"date":"2026-05-10T23:49:03","date_gmt":"2026-05-10T23:49:03","guid":{"rendered":"https:\/\/aep61-74.org\/?p=5082"},"modified":"2026-05-11T20:35:53","modified_gmt":"2026-05-11T20:35:53","slug":"santarem-2-de-maio-2026-na-sociedade-recreativa-operaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2026\/05\/10\/santarem-2-de-maio-2026-na-sociedade-recreativa-operaria\/","title":{"rendered":"Santar\u00e9m &#8211; 2 de Maio 2026 &#8211; Sess\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o do Livro 25 de Abril, Onde Est\u00e1vamos?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Sociedade Recreativa Oper\u00e1ria, &nbsp;Edif\u00edcio quinhentista Landau<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A sess\u00e3o teve a presen\u00e7a de cerca de 20 pessoas. A Mesa foi constitu\u00edda por um membro da AEP61\/74, Carlos Ventura, bem como por Maria Jorgete Teixeira, Ana Benavente e Luis Nascimento que efetuaram depoimentos neste livro<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"305\" src=\"https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/imagens-2-1-1024x305.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5089\" srcset=\"https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/imagens-2-1-1024x305.jpg 1024w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/imagens-2-1-300x89.jpg 300w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/imagens-2-1-768x229.jpg 768w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/imagens-2-1-1536x458.jpg 1536w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/imagens-2-1.jpg 1892w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Carlos Ventura fez a apresenta\u00e7\u00e3o da Mesa e&nbsp; explicitou o enquadramento hist\u00f3rico do livro e o seu sentido no quadro das publica\u00e7\u00f5es da AEP, bem como a sua estrutura e significado na mem\u00f3ria do dia 25 de abril assim como a import\u00e2ncia da diversidade e pluralidade dos depoimentos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Luis Nascimento natural de Santar\u00e9m falou da sua experi\u00eancia como jovem de 19 anos no dia 25 de abril de 74 e a sua viv\u00eancia na Baixa de Lisboa nesse dia. Leu o seu depoimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Maria Jorgete Teixeira, falou \u201cdeste livro cheio de testemunhos t\u00e3o diversos e ricos que se centram nessa data que jamais esqueceremos\u201d lendo a sua interven\u00e7\u00e3o que anexamos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Ana Benavente, natural da Regi\u00e3o, referiu a sua experi\u00eancia enquanto jovem estudante liceal em Santar\u00e9m antes do 25 de Abril. Falou ainda da sua experi\u00eancia como exilada pol\u00edtica na Su\u00ed\u00e7a e da actividade c\u00edvica com os emigrantes portugueses naquele pa\u00eds, bem como posteriormente em Portugal na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o em geral e em particular de adultos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Seguiram-se varias interven\u00e7\u00f5es do publico sobre o 25 de Abril e os problemas levantados pela Guerra Colonial. Pelas 20H00 foi encerrada a sess\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"886\" height=\"340\" src=\"https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/imagens-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5086\" srcset=\"https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/imagens-3.jpg 886w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/imagens-3-300x115.jpg 300w, https:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/imagens-3-768x295.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 886px) 100vw, 886px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Ap\u00f3s a sess\u00e3o houve um jantar de Confraterniza\u00e7\u00e3o no restaurante da Sociedade Recreativa Oper\u00e1ria de Santar\u00e9m<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Interven\u00e7\u00e3o de Maria Jorgete Teixeira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>&nbsp;\u201c25 de Abril- onde est\u00e1vamos? \u201c- Santar\u00e9m<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Agrade\u00e7o \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o de Exilados Portugueses o convite para estar hoje aqui convosco assim como todo o empenho que teve em levar a cabo a edi\u00e7\u00e3o deste livro cheio de testemunhos t\u00e3o diversos e ricos que se centram nessa data qpo\u201d que esper\u00e1vamos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Da minha hist\u00f3ria j\u00e1 dei testemunho com a mem\u00f3ria que me foi poss\u00edvel que muito ficar\u00e1 sempre por dizer.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Serei uma entre tantas vozes, uma gr\u00e1vida na Revolu\u00e7\u00e3o como me apelidou o jornal on-line, \u201cMensagem de Lisboa\u201d, na sua edi\u00e7\u00e3o de Abril de 2024.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Por ter ansiado tanto esse dia, essa mudan\u00e7a que ia entrar pelas casas como diz Maria Velho da Costa e por ter combatido com toda a for\u00e7a da juventude o regime fascista que nos oprimia, nas lutas estudantis na Universidade de Lisboa, e ter sofrido a repress\u00e3o a v\u00e1rios n\u00edveis, n\u00e3o consegui ficar em casa. Desaguei no Rossio prenhe de gente\u00a0 e, apesar da gravidez j\u00e1 muito avan\u00e7ada,\u00a0 subi e desci a rua do Chiado onde se ouviam tiros mais acima, na sede da Pide, soube mais tarde.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Era na altura uma jovem m\u00e3e com uma filha a 3 dias de fazer um ano e gr\u00e1vida da segunda. Sa\u00ed para levar a primeira \u00e0 creche mas estava fechada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>&nbsp;Depois foi a ansiedade, de ouvidos colados ao r\u00e1dio e olhos cravados na televis\u00e3o sem saber o que havia acontecido. A esperan\u00e7a e a d\u00favida at\u00e9 ter a certeza: o Fascismo ca\u00eda, desmoronava-se como um baralho de cartas j\u00e1 podre.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Nessa altura estava em casa, n\u00e3o tinha emprego, a Faculdade tinha ficado pelo caminho por ter sido suspensa por 6 meses que depois se prolongaram por outros tantos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>N\u00e3o tinha a liberdade do meu companheiro que podia dedicar-se por completo \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o.&nbsp; Enquanto n\u00e3o tive filhos acompanhava-o na milit\u00e2ncia, depois fiquei limitada. Era assim. A gente acomodava-se, mas sempre tentando arranjar uma brecha para intervir activamente na vida fora de portas. E, naquele dia, consegui sair porque senti que n\u00e3o poderia deixar de faz\u00ea-lo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Das mulheres pouco reza a hist\u00f3ria. Embora tivessem estado l\u00e1, raramente s\u00e3o nomeadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Por isso, saliento com agrado, a inclus\u00e3o de 13 testemunhos de mulheres nesta obra, 16 em 47, n\u00e3o \u00e9 a paridade absoluta, mas o caminho faz-se de etapas e muito ainda falta cumprir nesta batalha pelos direitos efectivos das mulheres.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Da import\u00e2ncia deste livro fala Pezarat Correia no seu Pref\u00e1cio, depois de fazer uma an\u00e1lise, ainda que breve, dos textos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>\u201c Vale a pena ler este livro. Nele est\u00e1 muito do 25 de Abril, do porqu\u00ea, do qu\u00ea, do para qu\u00ea.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>As quest\u00f5es que, quem o viveu, conhecem bem mas que, nos tempos que correm, \u00e9 pedag\u00f3gico e indispens\u00e1vel revelar a quem o n\u00e3o viveu e relembrar a quem o esqueceu\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Esta ponte para o presente onde se faz sentir um retrocesso de valores no nosso pa\u00eds e no mundo, faz parte da nossa inquieta\u00e7\u00e3o, ansiedade e tristeza.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Nesse sentido, cito tamb\u00e9m o que escreveu Am\u00e9lia Resende no seu Posf\u00e1cio :<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>\u201cDesafio o leitor, com base nestes testemunhos, \u201c25 de Abril- onde est\u00e1vamos? \u201c a questionar-se: Onde estamos hoje?\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Imposs\u00edvel n\u00e3o perguntarmos o que falhou, de que forma deixamos que se extinguissem as conquistas de Abril,&nbsp; a esperan\u00e7a numa vida digna, justa, mais fraterna, mais feliz.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Permitam-me que refira um filme que vi h\u00e1 pouco na Cooperativa Mula, no Barreiro , \u201cMulheres, Terra, Revolu\u00e7\u00e3o\u201d sobre a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na Reforma Agr\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A\u00ed se mostra o envolvimento das mulheres, em v\u00e1rios patamares, a for\u00e7a e vontade com que se empenhavam na mudan\u00e7a, com que discutiam com os homens, ombro a ombro, na lideran\u00e7a em alguns casos. A\u00ed relatam o que mudou com o 25 de Abril, as primeiras abordagens \u00e0 sua vida sexual e reprodutiva, elas rindo envergonhadas, afinal era o abanar de uma mentalidade castradora e repressiva que durara s\u00e9culos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Foi imposs\u00edvel n\u00e3o nos perguntarmos para onde se varreu aquela vontade de participa\u00e7\u00e3o, de colectivamente discutir, de organizar, de decidir o trabalho, a vida.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>E de ter nos olhos a esperan\u00e7a de um mundo mais justo, de \u201cgente igual por fora, gente igual por dentro\u201d\u00a0 que nos canta\u00a0 Zeca na sua \u201cUtopia\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>E termino, ainda assim,\u00a0 com esta certeza presente no t\u00edtulo do meu depoimento:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Nenhum dia teve ainda uma luz assim t\u00e3o pura!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Manuel Rodrigues (fotos, Carlos Martins, Carlos Ventura, Jos\u00e9 Augusto Martins)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Sociedade Recreativa Oper\u00e1ria, &nbsp;Edif\u00edcio quinhentista Landau A sess\u00e3o teve a presen\u00e7a de cerca de 20 pessoas. 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